Palestrantes

 

Bruno Oliveira Alves e Luciana Martha Silveira (PR)

Os deslocamentos de sentido na série Bastidores, de Rosana Paulino, discute, a partir da cultura material e pós-fotografia, como a fotografia e os objetos constituem sujeitos, ao prescreverem regras e modos de agir. Paulino resgata elementos considerados de uma “cultura feminina” e, ao associa-los à fotografia de mulheres negras, faz um duplo movimento de evidenciar e ocultar. Ao reaproveitar retratos, a artista oculta a identidade de suas referentes, mas universaliza a foto como representação de todas as mulheres negras; ao bordar, esconde as feições, ao mesmo tempo que escancara as violências sofridas por elas; e, ao deslocar esses objetos de contexto, evidencia que os artefatos impõem e direcionam na vida das pessoas.

Bruno Oliveira Alves é doutorando em Tecnologia (UTFPR) e estuda fotografia na arte contemporânea brasileira. Mestre em Tecnologia (UTFPR, 2015). Especialista em Fotografia e Imagem em movimento (ESEEI, 2010) e Estética e Filosofia da Arte (UFPR, 2009). Graduado em Comunicação Social (UFPR, 2006). Fotógrafo desde 2002, com produção documental e fotografia de rua. É coautor dos livros A Cidade como Cenário (fotolivro, 2014) e Laboratório de artes visuais: Fotografia e quadrinhos (didático, 2018).

Luciana Martha Silveira possui graduação em Educação Artística (Unicamp,1989), mestrado em Multimeios (Unicamp, 1994), doutorado em Comunicação e Semiótica (PUC-SP, 2002) e Pós-Doutorado na Universidade de Michigan (2009-2010). Atualmente é professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná no departamento de Design e Programa de Pós-graduação em Tecnologia (PPGTE).

 

Carolina Kotchetkoff (SP)

Erosão provoca avanço do mar e reduz território de São Paulo é um recorte do meu trabalho realizado na Ilha do Cardoso, litoral sul de SP, numa comunidade caiçara em processo de desaparecimento, onde registro, desde 2017, a modificação da paisagem devido a uma erosão. Em Agosto de 2018 a ilha foi dividida em duas partes. No ponto onde ela se rompeu havia uma comunidade. Reportagens enfatizaram o rompimento e a perda de território do estado de São Paulo. O título de uma delas deu nome para este projeto. Memória, esquecimento e invisibilidade permeiam este trabalho que retrata a desconstrução deste território como lar e sua ressignificação como história e pertencimento.

Carolina Kotchetkoff (Ribeirão Preto, SP, 1986) é fotógrafa e cientista social. Sua formação em sociologia influencia completamente seu trabalho. Participou de exposições coletivas em Ribeirão Preto e São Paulo. Em 2018 foi finalista das convocatórias do festival de fotografia de Paranapiacaba e do festival Co-fluir com trabalhos desenvolvidos na comunidade caiçara na Ilha do Cardoso.

 

Cláudia Ad Lima (BA)

Adenor Gondim, o fotógrafo da ventania e sua estética libertária levanta questões em torno da participação deste importante retratista brasileiro na construção do pensamento fotográfico e do imaginário identitário sobre Salvador, capital da Bahia. Sua obra eclética perpassa alguns importantes movimentos artísticos. Ao mesmo tempo documental e abstrato, tem como marca a reapresentação de cenários de resistência das manifestações autênticas da população da cidade. Vem consolidando um vasto acervo fotográfico, histórico e memoriográfico da população soteropolitana. Ancorando-se no conceito de fotografia enquanto fragmento de constituição dos indivíduos e nas concepções teóricas de Walter Benjamin, Vilém Flusser, dentre outros, o estudo analisa, a partir da fenomenologia merleau-pontyana, os elementos das imagens selecionadas.

Cláudia Ad Lima nasceu em Recife, Pernambuco (1969). Formou-se em jornalismo, é especialista em Política Cultural Regional pela UFPE/Fundaj, mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco e doutora em Comunicação, Cultura e Artes pela Universidade do Algarve, em Faro/Portugal. Lecionou em universidades como UFPE, UESB e UAlg nas áreas de Comunicação e Linguagens. Tem interesse acadêmico na análise da representação e das narrativas contemporâneas, em especial nas representações fotográficas das cidades. Tem realizado exposições, intervenções artísticas e publicações das quais destacam-se a participação nos livros *Flâneur: New Urban Narratives* (ed. Lisboa: Procur.arte, 2016) e *Ação Cultural: Idéias e Conceitos* (ed. Recife: Massangana, 2002).

 

Joana Mazza (Chile)

Artistas e Fotógrafas Mulheres na América Latina: O corpo frente à vertigem do pós-orgânico coloca-nos diante de transformações sociais e culturais, como Paula Sibilia nos apresenta em seu livro “O Homem Pós-orgânico” (2002). Entre elas, destacam-se a relação com o tecnocosmos digital e os resultados alcançados pelo “Projeto Genoma Humano”. Estes fatores somados apontam para a obsolescência do corpo humano, que agora pode ser decifrado de forma semelhante ao software e os conceitos de atualização e eliminação de falha estão cada vez mais presentes, como David Le Breton confirma em “Adeus ao Corpo” (1999). Os paradigmas em pauta estão presentes em uma perspectiva de gênero ao menos desde a publicação do “Manifesto Ciborgue” de Donna Haraway (1985), culminando nos últimos anos com a teoria do fim da era do homem. Esta comunicação pretende apresentar a existência de um corpus de artistas e fotógrafas mulheres latino-americanas onde é possível identificar estes temas, mesmo antes da formulação do conceito de corpo pós-orgânico, complementado com uma analise critica de determinados trabalhos, a fim de dar visibilidade a questões que emergem das obras sobre os novos conceitos de “corpo” que estão em pauta.

Joana Mazza é curadora e produtora cultural. Faz mestrado em “Arte, Pensamento e Cultura Latino Americana” no IDEA / USACH. É formada em “Pintura” EBA / UFRJ e pós-graduada com a monografia “A Fotografia como Instrumento de Pesquisa nas Ciências Sociais” pela UCAM. Entre suas principais atividades destacam-se a coordenação de exposições do FotoRio (edições de 2003 a 2009), a coordenação do Programa Imagens do Povo (2010 a 2013) e a assistência de curadoria no MAC de Niterói (2013 a 2015).

 

Luciana Berlese (PR)

Relicário propõe uma reflexão sobre memória afetiva e a sua relação com a fotografia. O processo criativo iniciou com o inventário imagético dos objetos que ocuparam a casa das avós, já falecidas. As imagens em papel, transformaram-se em miniaturas fotográficas recortadas com tesoura e estilete. O trabalho final, composto por 11 imagens, reconstrói simbolicamente um espaço-tempo da memória, onde o vazio é preenchido pelos objetos pessoais que levam à morada da infância e dos sonhos – a casa da avó.

Luciana Berlese é fotógrafa, professora universitária e mestre em Comunicação e Linguagens. Finalista do Prêmio Conrado Wessel 2015, vencedora do Prêmio Foro de Portfolios Encuentros Abiertos Buenos Aires 2016, selecionada para a edição 2019 do Fórum Latino-americano SP. Expôs no Museu da Fotografia Cidade de Curitiba 2015, no Encuentros Abiertos de Buenos Aires 2018 e no Festival de Fotografia de Tiradentes 2019. Tem palestras e artigos publicados em Fotografia e Semiótica.

 

Marcelo Reis (BA)

Anima Latina busca oferecer um olhar crítico, do processo de formação da nossa alma latina, de nossa ancestralidade. Proponhe-se a nos fazer refletir sobre nossa constituição enquanto sujeito no contexto da nossa “verdadeira” identidade. Sabemos que nossa identidade é consequência dos fatos históricos nominados pelo substantivo da miscigenação. Pouco sabemos ou não queremos saber até que ponto essa miscigenação foi fruto de um desejo ou de imposições. Suspeita-se que uma força bruta obrigou nossos ancestrais a cruzarem, como animais selvagens, com quem não desejavam. Roubaram-lhe a alma. Se por um lado, a gênese do povo brasileiro se deu de maneira forçosa, tal como refere-se o antropólogo Darcy Ribeiro (1986), foi pela “desindização”, “desafricanização” e “deseuropeização”, e da mistura cultural que veio desse processo, que nos fizemos. O resultado deste ato somos nós, um povo que representa em essência seus valores sem se fazer esquecer dos caminhos percorridos.

Marcelo Reis é formado em Jornalismo e mestrando do Curso do Gestec, da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, com pesquisa voltada para o campo da fotografia e educação formal. Atua diretamente na área da fotografia, como professor desde 1996, produtor cultural, diretor do A Gosto da Fotografia – Festival nacional de fotografia do Instituto Casa da Photographia.

 

Mauro Trindade (RJ)

Por uma história menor questiona se é possível pensar numa fotografia latino-americana ou se a própria concepção de “América Latina” ainda precisa ser posta em suspensão. Esta é uma dúvida que se coloca diante das ambiguidades e da falta de unidade conceitual do que seja esta vasta região e a diversidade de suas populações, representações, construção de saberes e estratégias em tempos coloniais e pós-coloniais. Em busca de uma narrativa capaz de aproximar a produção fotográfica no subcontinente, surgem os primeiros textos críticos nos anos 1950, que acompanham as transformações políticas e sociais do período, mas ainda de forma esporádica e incipiente, só superada duas décadas depois. Hoje parecem existir esforços historiográficos que buscam sistematizar e consolidar uma História da Fotografia Latino-Americana em torno de certa exatidão e especificidade, a despeito do caráter movente dessas noções. Esta comunicação propõe um diálogo entre a obra de crítico peruano Juan Acha e dos historiadores Georges Didi-Huberman, da França, e do argentino Rodrigo Gutièrrez Viñuales como forma de rechaçar o caráter peremptório da História da Arte ocidental e procurar uma história menor, no sentido de prevenir pretensões canônicas ou totalizantes.

Mauro Trindade é professor de História e Teoria da Arte no Instituto de Artes da UERJ e coordenador do Núcleo de Fotografia da UERJ e do Projeto Coletivo MALTA. Foi professor nas pós-graduações do IUPERJ, Uniflu, Angel Vianna e Comunicação da UERJ. Como curador, realizou diversas exposições em espaços públicos e galerias. Foi colunista e crítico em vários jornais e revistas. Publicou os livros Wolney Teixeira: O sal da terra e Bidu Sayão: Uma biografia. Foi bolsista Faperj e é membro da ABCA.

 

Olga Wanderley (PE)

Corpo, potência e significação na fotografia feminista latino-americana discute a arte feminista, onde inúmeras artistas têm utilizado seus próprios corpos como material para engendrar debates e representações importantes em torno das políticas de gênero e das opressões sofridas pelas mulheres. No campo da criação fotográfica, pode-se observar esta prática em trabalhos contundentes de fotógrafas contemporâneas latino-americanas, tais como Gabriela Rivera, Ana Casas Broda, Priscilla Buhr, entre outras. Diante de tal contexto, a comunicação ora proposta tem por objetivos lançar um olhar sobre a fotografia contemporânea produzida na América Latina, sob um viés feminista, e promover discussões sobre a autorrepresentação do corpo pelas fotógrafas como suporte de criação simbólica e significação política em relação ao gênero feminino. Como base teórica, utilizaremos autores e autoras que refletem sobre as produções discursivas que exercem poder sobre os corpos, tais como Michel Foucault e Giorgio Agamben, em seus estudos sobre a biopolítica, e Judith Butler, em suas teorias sobre a performatividade de gênero, além de outras teóricas feministas, como Bell Hooks e Silvia Cusicanqui.

Olga Wanderley é fotógrafa, educadora e pesquisadora em fotografia. Mestra em comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, atualmente cursa o doutorado na mesma instituição, onde investiga a criação de visualidades sobre o feminino a partir das interseções entre a arte da performance e os dispositivos de imagem técnica. Idealizou o projeto cultural ‘Fotografia e Outras Histórias’, que mescla fotografia e literatura em oficinas realizadas para crianças.

 

Osmar Gonçalves e Taís Marques Monteiro (CE)

Juchitán (1979-1989) – a construção de um ensaio fotográfico fabulatório a partir de um fazer dialógico analisa o retrato Nossa Senhora das Iguanas, de Graciela Iturbide. A imagem apresenta uma mulher de traços indígenas que exibe uma inegável intensidade no semblante. O olhar de dois dos animais que a mulher sustenta ao redor de sua face seguem o seu olhar; nesta imagem o humano e o animal se amalgamam em um ser mítico. No México, Iturbide conviveu com as mulheres que posam em suas fotografias por uma década, entre 1979 e 1989, aprendeu as propriedades afrodisíacas dos répteis e morou em suas casas. Em contramão a uma produção acelerada de fotografias de povos à margem da sociedade ocidental (ROUILLÉ, 2009, p.176), Iturbide constrói, em dez anos de estadias longas, o ensaio que nos mostra um tempo-lugar que não é referente a algo pré-existente: um conjunto de imagens nas quais habitam sujeitos fotográficos míticos em Juchitán. Como análise de uma prática fotográfica dialógica, na qual a fotógrafa constrói as imagens em constante troca com o fotografado e o ambiente em que produz as imagens, este artigo busca identificar no corpus imagético de Juchitán de Graciela Iturbide traços de uma construção ficcional de uma imagem-mundo-possível (DUBOIS, 2017, p.44).

Osmar Gonçalves é fotógrafo paulista e reside há 9 anos no Ceará. Doutor em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Pós-doutor em Cinema e Arte Contemporânea pela Sorbonne Nouvelle (com bolsa CAPES), trabalha na inter-relação entre pesquisa, produção e reflexão na fotografia contemporânea. É professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará (PPGCOM-UFC) e do curso de Cinema e Audiovisual da UFC. É ganhador do prêmio FUNARTE de Produção em Artes Visuais (2013) e do Edital Universal do CNPQ (2016). Fez parte da comissão de seleção de projetos do Edital Cinema e Vídeo da Secult (Ceará) de 2015. Foi curador da exposição fotográfica Novos Olhares, que ocorreu no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) em 2016. Participou de exposições no Brasil e no exterior, e tem diversos artigos e livros publicados. Entre eles: Narrativas Sensoriais: ensaios sobre cinema e arte contemporânea (Circuito, 2014) e, junto com Susana Dobal, Fotografia Contemporânea: fronteiras e transgressões (Casa das Musas, 2013).

Taís Monteiro é mestre em fotografia e audiovisual pelo Programa de Pós Graduação em Comunicação Social – UFC (2019). Tem formação em jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (2015). É fotógrafa e professora de audiovisual da Rede Cuca em Fortaleza-CE.

 

Pedro Silveira (MG)

Efemérides da Gênese nasce como uma monografia. Baseia-se na história de um quilombo situado no Alto Sertão da Bahia. A narrativa se torna muito emblemática se articularmos passado histórico, história oral e a atual paisagem social, cuja representação fotográfica extrapola a localização geográfica e os limites temporais. Ao longo dos anos de trocas e convívio com a comunidade, a linguagem documental precisou expandir sua roupagem clássica para conseguir atravessar tempos e lugares tão distantes e distintos. Desdobrou-se nas representações impregnadas de conceitos e questionamentos que almejávamos alcançar. Uma significação fotográfica de natureza mista, que se manifesta entre figuras dramáticas de um enredo metafórico, pautado por um contraste latente, delineados pela edição do ensaio aqui proposto. Em 2013, *Efemérides da Gênese foi contemplado com o XIII Premio Funarte MarcFerrez além da bolsa de estudos concedida pela Magnum Foundation para o Photography and Human Rights Program. Em 2015 o projeto foi concluído com um catálogo autopublicado. Desde então, já foi publicado ou exibido por revistas, prêmios e festivais de fotografia nos EUA, Espanha, França, Suíça e Brasil.

Pedro Silveira é fotógrafo, graduado em Comunicação Social pela PUC Minas e especialista em Artes Plásticas e Contemporaneidade pela UEMG. Atualmente é mestrando em Processos de Criação pelo PPGAV (UFBA). Seu trabalho já foi destacado nos prêmios POY Latam, I Premio Gávea, VIII Diário Contemporâneo e XIII Funarte Marc Ferrez. Participou do Photography And Human Rights Program promovido pela Magnum Foundation e foi exibido por festivais e revistas nos EUA, Espanha, Suíça, França e Brasil.

 

Priscila Miraz de Freitas Grecco (BA)

Redes fotoclubistas e a 1ª Exposição Latino Americana de Fotografia: circulação de imagens na década de 1950 entre Brasil, México e Argentina tem como ponto de partida o Foto Cine Clube Bandeirante (FCCB), fotoclube paulistano conhecido pela produção da fotografia moderna no Brasil durante a década de 1950. Procura analisar suas conexões com a produção fotoclubista na América Latina. Os países que se destacaram nesse processo de correspondência entre clubes foram México e Argentina, respectivamente o Club Fotográfico La Ventana e La Carpeta de Los Diez. A partir da análise dos artigos publicados pelo Boletim Foto Cine, veículo de divulgação do FCCB, e de pesquisa em arquivos mexicanos, analisa documentação sobre a realização de uma primeira edição da 1ª Exposição Latino Americana de Fotografia, na Galería de Artes Plásticas de la Ciudad de México. Pretende partir desse projeto para discutir a produção da fotografia moderna nos três países.

Priscila Miraz de Freitas Grecco é professora do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, onde leciona História da Arte. Possui graduação, mestrado e doutorado na Universidade Estadual de São Paulo, UNESP. O doutorado (2016) tem ênfase em história da fotografia em estudo comparado de fotoclubes no Brasil e no México, com período de estudos no México, na Universidad Autónoma Metropolitana – UAM.

 

Sarah Gonçalves Ferreira (MG)

Do trauma ao testemunho: fotografias da mulher negra na obra Assentamento (2013). Assentamento, obra de Rosana Paulino (1967), propõe uma nova mirada sobre fotografias de mulheres escravizadas. As fotos reapropriadas pela artista sofrem intervenções manuais de corte, costura e bordado e passam a operar dentro de outra instância de significação. As fotos apresentam um única personagem, sem nome, sem idade, mas definida pelo marcador social da escravidão. Esses retratos compõem o acervo fotográfico da expedição científica Thayer, realizada pelo zoólogo suíço Louis Agassiz, no Brasil. Entre 1865 e 1866, o pesquisador buscou identificar tipos raciais puros por meio dos “tipos fotográficos” para comprovar a superioridade da etnia branca. Ao olhar para esse arquivo, Paulino nos revela fotografias que dão a ver o trauma da escravidão brasileira.

Sarah Gonçalves Ferreira é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Temporalidades da Universidade Federal de Ouro Preto. Integra o grupo de pesquisa Ponto: estudos em comunicação e o grupo Poéticas Fotográficas. Atuou como bolsista e, posteriormente, como voluntária no “Cinema com a Escola”, ação extensionista do Cine Teatro Vila Rica. Entre seus interesses de pesquisa, estão, principalmente questões relacionadas à fotografia, mulheres negras e trauma.